Propaganda em Quadrinhos
Quem não lembra e nunca leu propaganda em Quadrinhos?
Quadrinhos ninguém resiste, mesmo que seja em alguma sala de espera. Ao folhear uma revista seja lá de que natureza for, ao se deparar com uma página de quadrinhos, paramos nela para ler. É uma pena que esse recurso da publicidade esteja em desuso no Brasil. Com os recursos de hoje, podia ser revitalizado esse instrumento que agrada e atinge a todas as idades, e conseqüentemente consumidores.


Novo Fórum da Central de Quadrinhos
Os participantes da Central de Quadrinhos estão com novo portal para mostrar seus trabalhos.
Paulo caprichou e o site está completamente remodelado, para melhor. Layout enxuto e os novos recursos ja podem ser vistos na primeira página, como os “destaques”, os últimos eventos, top posts etc.
Você pode conferir melhor em www.centraldequadrinhos.com
Ofiicina com o autor de “Johnny Cash”
O Goethe-Institut Porto Alegre abre inscrições para a oficina “COMO REALIZAR UM PROJETO DE NÃO-FICÇÃO EM QUADRINHOS”, com o quadrinhista alemão Reinhard Kleist. O autor falará sobre sua experiência fazendo biografias: pesquisa, criação de roteiro, problemas que ocorrem no processo, entre outros aspectos.

Abaixo os selecionados para a oficina:
Airton Ortiz
Alexandre Baldasso Schossler
Ana Luiza Goulart Koehler
Bernardo Moraes
Carlos Ferreira
Eduardo Medeiros
Leonardo Tissot
Luciano Quednau Thomé
Marko Ajdaric Maurício Rodrigues Gonçalves
Miguel Castro
Milrem Eltz
Paula Lunardi
Rafael Sica
Robertson Frizero
Rodrigo Rosa
Valmor Pedretti Jr.
Wagner Cordeiro
‘Quadrinho: uma maneira de transportar
um conteúdo para o leitor’
com Reinhard Kleist
Palestra | Oficina
19 e 20 de outubro de 2009
Goethe-Institut Porto Alegre
Mais informações no site:
Martín Fierro

A nova obra de Miguel Castro é nada mais nada menos que o mais conhecido personagem gaúcho no mundo.
Numa adaptação livre para quadrinhos da poesia de José Hernández, o álbum vai retratar as aventuras, e desventuras, de Martín Fierro, na época em que os gaúchos, que eram livres como os quéro-quéros, passaram a ser discriminados e explorados tanto por governos como por ricos fazendeiros, a ponto de serem confundidos com bandidos.
Bíblia em Quadrinhos sorteadas
Foram sorteados 6 originais de Miguel Castro (Bíblia em Quadrinhos e Jesus em Quadrinhos) na quarta edição da Coxias de Caxias. O sorteio foi baseado em perguntas sobre o mundo dos Quadrinhos, proferidas pelo mestre Ajdarik. O primeiro a responder corretamente, levou o original.
Red Gaucho
Nas esquinas da internet me deparei com isto! Red Gaucho! Gaúcho Vermelho…. pode? Bombacha vermelha, tipo Aladin, lenço e CAPA…
Por que americano gosta tanto de colocar capa em heróis? E vermelha? Não podia ser um pala, ou um poncho? E observem os generais, roupas azuis! e os quepes parecem mais com guardas de Nova Yorque. O chicote nem se fala, pois nunca se usou isso por aqui. Fossem boleadeiras, um relho trançado, tudo bem. E os braceletes combinando com aquele enorme cinto de viado é o supra sumo. Ave Maria!
Só para avaliarem o grau de avacalhação, mirem esta obra de Frederico Reily, da coleção particular da historiadora Véra Stedile Zattera, onde retrata o verdadeiro gaúcho, com as vestes, o porte e o cavalo corretos
Sobre leitores de Gibís
Em junho de 1972 o desenhista da Marvel Comics, Robin Green, declarou à revista Rolling Stones: “A maioria das pessoas que lêem histórias em quadrinhos não é fã – não está preocupada em saber quem escreve as histórias, ou como lêem as histórias e perdem a revista. Mas um aficionado nunca dobra, rasga ou perde uma revista – compra todas as que pode e guarda todas. Se é o fanático, o fã, o maníaco de histórias em quadrinhos, o verdadeiro crente (…).O mundo das HQs tem uma lógica próprias, e as histórias têm de ser coerentes dentro desse mundo. Se não houver coerência, chegam cartas de toda parte apontando um erro. Por exemplo, uma história diz que Hulk foi transportado à França em 1917, para lutar contra o Águia Fantasma. Centenas de cartas chegaram dizendo que isso era impossível, porque Águia Fantasma estava na Alemanha, nessa época! Eles acompanham, sabem de tudo o que acontece, e quando”. Para que você conheça e descubra onde se encaixa, classificamos os leitores de revistas em quadrinhos nas seguintes categorias:
O VICIADO
Indivíduo que lê a toda e qualquer publicação de quadrinhos. Lê quadrinhos todos os dias. Eles se subdividem em – os que lêem quadrinhos somente nos jornais, em tiras diárias ou suplementos dominicais, e o que lê em revistas próprias, freqüentador assíduo das bancas. Esse tipo de leitor respira quadrinhos 24 horas por dia. Lê desde os quadrinhos adultos (eróticos, terror, aventuras) até os juvenis (heróis, humor, infantil). Basta ser história em quadrinhos que ele devora em poucos minutos.
O REFUGIADO
É o leitor sem o mínimo de consciência do que vai lê. Ele está precisando de um momento agradável, isolar do ambiente e esquecer por alguns momentos seus problemas. Só pega uma revista para ler quando não consegue resolver os problemas e se refugia no escapismo dos quadrinhos. E sonha, sonha…
O COMPLEXADO
Tipo doentio que vê nas histórias em quadrinhos uma fonte de exaltação dos instintos. Não perde uma história erótica, seja ela publicada pela Nova Sampa, Ônix ou Editora Ondas. Quanto mais cenas eróticas, melhor.
O OPORTUNISTA
Lê um pedaço da história no ônibus enquanto o dono não salta no ponto. Pede emprestado por alguns minutos para folhear ou ver uma parte da aventura e acaba ficando com a revista. Costuma “esquecer” de devolver ao dono.
O OCULTO
O que na presença de amigos despreza as revistas em quadrinhos, taxando-as de subliteratura ou “coisas de crianças”, mas quando aparece uma oportunidade, tranca-se no banheiro para ler escondido. E fica “vermelho” quando alguém o pega “distraído” com um gibi.
O COLECIONADOR
O que tem o prazer de ver pilhas de revistas antigas guardadas pelo simples prazer de nostalgiar ou colecionar. Geralmente esse tipo de público leitor não gosta das revistas modernas, as graphic novels, preferem as clássicas: Flash Gordon, Mandrake, Buck Rogers, Zorro, Cavaleiro Negro, entre outras. É o leitor saudosista.
O FÃ
Seleciona suas revistas, mas sua escolha é da de seu personagem preferido. É um leitor vítima da propaganda da editora. Noventa por cento de suas preferências são de super-heróis. A possibilidade de ler a uma boa história depende diretamente de seu personagem,. Em seu quarto vive cercado de posters do herói. Sabe, com detalhes, todas as aventuras do personagem, dos vilões e suas namoradas. E sonha…
O DOMÉSTICO
É o que se subordina a um gênero de uma determinada revista. Por comodismo, tradição, vantagens de empréstimo. Lê quadrinhos de determinado gênero, mas sem nenhum espírito seletivo. Apenas por mero hábito. Só gosta de ler em seu quarto, no conforto da cama, sem ninguém por perto para perturbar sua leitura.
O EXCLUSIVISTA
É o tipo de leitor metropolitano. Adora revistas policiais, super heróis, westerns entre outras. Oitenta por cento desse público é apreciador de historietas norte-americanas, exclusivamente. Acha que ninguém faz quadrinhos melhor que os americanos. Quinze por cento dos exclusivistas são apaixonados por gibis brasileiros. E apenas 5% apreciam as bandes desinees européias. Esses últimos possuem renda para adquirir os álbuns luxuosos a preços caríssimos.
O DILETANTE
Para ele quadrinhos são diversão, pura e simples. Não lê qualquer revista, escolhe o tipo engraçado. Gosta da revista MAD, Groo ou mesmo as que publicam cartuns, charges, caricaturas. Odeia os gibis de heróis mascarados e voadores.
O INFLUENCIÁVEL
Leitor que aceita a opinião do vizinho ou amigo sem o mínimo raciocínio. Não tem opinião própria. Lê historietas que a propaganda exalta. É uma vítima dos quadrinhos como instrumento comercial ou popularmente conhecido como “quadrinhos digestivos”. O que a propaganda dita ele compra e nem analisa, digere rapidamente.
O CONSCIENTE
É o leitor que tem uma visão crítica da leitura de HQ. Oitenta e oito por cento das pessoas que lêem histórias em quadrinhos na Bahia o fazem imperfeitamente, atendendo circunstâncias múltiplas onde o essencial é omisso, isto é, a qualidade.
O conselho que se dá aos leitores inconscientes é ler uma historieta procurando ver as qualidades do enredo, da narrativa, do desenho, da seqüência de planos (quadros), da ação, da personalidade do herói e do desenrolar da ação, dos planejamentos gráficos, do enquadramento. É o saber “ver” um gibi. E as vantagens serão imensas.
(Esta reportagem foi publicada originalmente no caderno de domingo do jornal A Tarde – 30/06/1991)
Quadrinhos na propaganda
QUEM LÊ QUADRINHOS, CONSOME!
Enquanto os comerciais de tv e rádio são limitados por um número fixo de exibições, os folders vem e vão pelas ruas e malas diretas, os banners na internet ainda tem um alcance limitado, os anúncios em revistas fazem parte do tipo de propaganda mais duradoura que existe. O anúncio em mídia impressa (magazines, informativos, hq´s, etc..) têm, portanto, uma vida longa. Dificilmente uma revista será lida por apenas uma pessoa. Ela atravessa os meses e até mesmo os anos, seja em salas de espera em consultórios, prateleiras de sebos ou em coleções particulares. Isso tudo sem falar na relação custo/benefício que se comparada com as outras mídias, a mídia impressa normalmente têm um preço mais atraente e um alcance maior.




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Só para avaliarem o grau de avacalhação, mirem esta obra de Frederico Reily, da coleção particular da historiadora Véra Stedile Zattera, onde retrata o verdadeiro gaúcho, com as vestes, o porte e o cavalo corretos
Original em nankim da História da Bíblia em Quadrinhos R$150,00
Uma das páginas finalizada em óleo e grafite. 32x42cm, R$150,00 Frete inlcuído p/ todo o Brasil